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25.04.2024

Estudantes apresentam alternativas para amenizar enchentes

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Estudantes apresentam alternativas para amenizar enchentes

Estudantes do Ensino Médio do Colégio Bom Jesus São Miguel, de Arroio do Meio (RS), fizeram uma pesquisa sobre as principais soluções contra enchentes utilizadas em grandes cidades do mundo. A ideia da equipe é verificar quais projetos podem, de alguma forma, ser aplicados em Arroio do Meio e até mesmo em todo o Vale do Taquari, que já sofreu com grandes inundações e enchentes, principalmente no ano de 2023.

O resultado do trabalho da equipe composta de 11 alunos foi apresentado ao Conversando sobre Turismo (um projeto independente que conta com a participação da comunidade e do poder público), à prefeitura de Arroio do Meio e também ao próprio prefeito da cidade, Danilo Bruxel, e à vice-prefeita, Adriana Lermen.

O trabalho dos estudantes foi desenvolvido no Itinerário de Humanas do Ensino Médio sob o tema “Empreendedorismo Social e Ambiental”. Nesses itinerários, os estudantes são convidados a desenvolver pesquisas voltadas a diversos temas, entre eles o empreendedorismo social e ambiental. Ao longo do projeto, a equipe pesquisou alternativas para atenuar inundações em duas cidades brasileiras: São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Já fora do país, os locais pesquisados foram: a cidade de Boppard (cidade-irmã de Arroio do Meio), Tóquio, no Japão, Nova York, nos Estados Unidos, além dos países Holanda e China. Antes de verificar as cidades, os alunos fizeram uma pesquisa sobre as causas dos eventos climáticos ocorridos em 2023 em todo o Vale do Taquari (onde está localizada a cidade de Arroio do Meio).

A professora da equipe, Carla Jaqueline Schroeder, explica que o itinerário surge no contexto do Novo Ensino Médio, com o objetivo de estimular o protagonismo dos estudantes por meio de ações reais em sociedade. “Não esperar passivamente que as autoridades resolvam os problemas das enchentes, mas sim colaborar de alguma forma com novas possibilidades”, completa. A professora diz ainda que considera fundamental desenvolver pesquisas desse tipo dentro da escola. “No sentido de que os alunos, ao chegarem à vida adulta, serão mais ativos, protagonistas, serão os gestores da cidade no futuro. Assim é importante que reflitam e pratiquem essa postura de pesquisa e de busca de soluções para os problemas da cidade e dos seus munícipes”, observa.

Entre as soluções encontradas estão casas elevadas e pontes isoladas para evitar contato com objetos, além de piscinões que auxiliam nas drenagens (Alemanha); o Muro de Mauá, em Porto Alegre, que ajuda a evitar penetrações subterrâneas; “piscinões” na grande São Paulo; diques e barragens, na Holanda (exemplo do dique Afsluitdijk); cidades-esponja, na China; sistemas de escoamento em Tóquio (Japão) e cinturão de equipamentos, proteções verticais e muros móveis nos Estados Unidos.

Para a estudante Júlia Camila Erstling, a experiência no itinerário no colégio tem sido enriquecedora. “Contribuiu para me fazer entender melhor sobre esse assunto tão relevante para nossa cidade e me ajudou a ter uma ideia sobre como funciona a pesquisa científica”, diz Júlia. Na opinião de Sofia Musskopf Rempel, outra aluna da equipe, o conhecimento adquirido tem sido importante no sentido de aprofundar o seu conhecimento sobre o município em que vive. “E também para identificar diferentes propostas de intervenção, tendo como base soluções de outros locais”, afirma.

Veja abaixo o nome de todos os alunos da 2ª série do Ensino Médio que compõem a equipe:

  1. Ana Eloisa Arnhold
  2. Augusto de Freitas Bildhauer
  3. Benjamin Armando Weber
  4. Gustavo Borscheid
  5. Iasmin Neumann
  6. Joana Ribeiro Rosa
  7. Júlia Camila Erstling
  8. Lívia Salvi
  9. Maisa Gabriel
  10. Richard Mörs
  11. Sofia Musskopf Rempel


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